3º Seminário Temático da SPM | Industry & Surface Engineering

 

Programa:

14h30 – Sessão de Abertura (SPM – Prof. Paula Vilarinho; UC – Prof. Teresa Vieira)

14h45 – A Pulverização Catódica como a Técnica de PVD de eleição – Carlos Sá Furtado (Professor Catedrático Jubilado da Universiade de Coimbra)

15h00 – Aindústria de corte por arranque de apara e os revestimentos duros na década de 80 – Teresa Vieira (Professora Catedrática da Universidade de Coimbra)

15h15 – Da primeira tese de doutoramento aos dias de hoje em revestimentos duros – Albano Cavaleiro (Professor Catedrático da Universidade de Coimbra) e Augusto Celorico Moutinho ( Professor Catedrático Jubilado da Universidade de Coimbra)

15h30 – A indústria de filmes fino (revestimentos) e a metalomêcanica – Alcântara Gonçalves (Diretor-Geral da empresa TEandM, Tecnologia e Engenharia de Materiais)

15h45 – 16h00 Pausa para café

16h00 – Os revestimentos duros e o programa mobilizador On-Surf – Albano Cavaleiro (Professor Catedrático da Universidade de Coimbra)

16h10 – Panorama global das áreas de investigação industrial da engenharia de superfícies e filmes fino – Vasco Teixeira (Professor Associado da Universidade do Minho)

16h50 – Debate: Como é que a Indústria vê a necessidade da utilização de filmes finos para o seu desenvolvimento social e económico; Mesa redonda com participação de empresas, institutos de interface e Universidades

17h30 – Notas finais (Prof. Teresa Vieira)

 

 


 

30 anos em Portugal de Filmes Fino (Revestimentos)

para Aplicações em Engenharia Mecânica

 

Em meados do século passado, no domínio do processamento subtrativo de materiais metálicos, para diferenciadas aplicações funcionais e estruturais, foi iniciado/evidenciado o papel único da deposição de revestimentos denominados como filmes finos, por técnicas aditivas. De destacar os processos: CVC (Chemical Vapour Deposition), onde a elevada temperatura para a reação química entre gases, que continham as espécies a depositar, era a base da técnica; e o PVD (Physical Vapour Deposition), que incluía essencialmente a evaporação e a pulverização catódica.

As condições operatórias subjacentes a cada um dos processos, evidenciaram e comprovaram o papel relevante da Pulverização Catódica (Sputtering) na modificação de superfícies de metais e ligas metálicas, em particular se tratadas termicamente, como a maior parte dos componentes mecânicos, de que são exemple os moldes e as ferramentas de corte de aço ligado. Este processo possuía características essenciais para ser usado em componentes mecânicos: temperatura de processamento reduzida; forte adesão ao substrato; grande versatilidade de composições químicas para os filmes finos a depositar e também ser uma técnica verde. Assim, foi, e ainda é, apesar do esforço de adequação das outras técnicas de produção de filmes finos, o processo aditivo do século XX e processo aditivo do “2D” do século XXI.

Neste contexto, foi na Universidade de Coimbra, no fim dos anos oitenta, que “nasceram” os primeiros trabalhos sobre aplicabilidade da pulverização catódica a componentes mecânicos sujeitos em serviço a elevados esforços. Tal foi resultado da junção de dois factos: a construção, por iniciativa do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores e Departamento de Física, de um equipamento de Pulverização Catódica de radio frequência, para a investigação em aplicações na área da eletrónica, e pelo enorme empenho no Departamento de Engenharia Mecânica de otimizar tratamentos térmicos de aços ligados para aplicações cada vez mais exigente, em particular no que diz respeito a durabilidade e desempenho.

Acresce o facto de Portugal ser um dos maiores produtores de minério de tungsténio, base das peças de corte em metal duro (carboneto de tungsténio com ligante).

Em consequência, foi procurado encontrar uma solução diferenciadora da já existente no mercado internacional baseada em TiN, pela deposição por pulverização catódica de revestimentos à base de carboneto de tungsténio.

Assim, hoje será demonstrado o que foi e para onde se está a caminhar, no domínio dos revestimentos de reduzida espessura, para aplicações diversificadas (estruturas e funcionais), no âmbito da Engenharia Mecânica. Será explorada e discutida a interação entre o desenvolvimento e a aplicação industrial no relacionamento entre as empresas, as universidades e os institutos de interface.