Engenharia de Superfícies

Coordenadores: Albano Cavaleiro e Ricardo Alexandre

A Engenharia de Superfícies pode ser definida como “O estudo do par superfície / material que permite optimizar as suas propriedades funcionais, no sentido de alcançar a melhor relação custo efectivo / desempenho, impossível de obter com um só elemento deste par”. Muitos são os tópicos abrangidos pela actividade desenvolvida na área das superfícies (corrosão, desgaste, oxidação, atrito, lubrificação, topografia, aspecto, fadiga), os quais associados às acções de projecto, modelização, caracterização, mecânica do contacto, limpeza, qualidade, meio ambiente, permitem satisfazer o meio industrial onde a degradação e protecção dos materiais são uma constante (produção de energia, moldes e ferramentas, petroquímica, biomédica, têxtil, alimentação, aeronáutica, automóvel,…). Para tal, existe uma miríade de técnicas de modificação de superfícies (PVD, CVD, projecção, tintas, electroquímica, laser e feixe de electrões, tratamentos termoquímicos, etc… que devidamente aplicadas permitem soluções potenciais para os problemas e desafios colocados pelas indústrias. Esta área mobiliza toda a comunidade, exige estudos científicos aprofundados (universidades), requer a transferência da tecnologia para produção industrial (institutos de interface) e uma implementação no terreno (empresas).

Do ponto de vista económico, o impacto do sector ligado à modificação e protecção de superfícies é enorme. Nas áreas do atrito / desgaste e corrosão, os valores envolvidos nas perdas anuais representam mais de 4% do PIB nos países desenvolvidos. As perdas por atrito são da ordem dos 15% do consumo global de energia de um país industrializado. O uso e eliminação de lubrificantes custa anualmente mais de 100 biliões de Euros. A atenção que deve ser, por isso, prestada a esta área poderá levar a poupanças significativas com impactos importantes no bem estar da população e no meio ambiente.

Os objectivos a que se propõe esta divisão são:

(i) promover o avanço da investigação e a solução de problemas, fundamentais e aplicados, relacionados com a degradação e protecção de superfícies;

(ii) dinamizar acções de divulgação junto de empresas da importância da Engenharia de Superfícies para a resolução dos seus problemas, desde os do dia-a-dia aos mais estruturantes de longo prazo;

(iii) motivar jovens estudantes com interesses em melhorar a sua formação para a realização de estudos de pós-graduação nesta área;

(iv) fomentar junto das instituições de ensino, de interface e empresariais, a importância dos seus membros e trabalhadores de pertencer como associados a esta divisão e à SPM para que possam usufruir das vantagens que lhes são proporcionadas.