Premiados

Nobumitsu Shohoji | Prémio 2015

Nobumitsu Shohoji, Investigador Coordenador do LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia) iniciou as suas atividades no então LNETI
em 1982. Até hoje, o LNETI/INETI sofreu várias reestruturações, a mais recente das quais em 2007 com a criação do LNEG, que tem por missão impulsionar e realizar ações de IDT nos domínios da energia e geologia. A Unidade de Engenharia de Materiais passou a ficar integrada na área de Energia do LNEG, o que levou a atividade de Nobumitsu Shohiji a orientar-se também para a Energia, vindo ao encontro dos objetivos da instituição.
Assim, envolveu-se em projetos visando:


• Síntese de carbonetos, nitretos e carbonitretos em forno solar, atividade iniciada em 1997 no forno solar da Plataforma Solar de Almeria, em Espanha, no âmbito de uma colaboração do então INETI com o Instituto Superior Técnico. A partir de 2005, continuou no PROMES-CNRS (Laboratoire Procédés, Matériaux, Energie Solaire), em Odeillo, França. O uso da energia solar, ecológica e renovável, permite também, neste caso, considerável economia no processo, dada a elevada quantidade de eletricidade que seria necessária para a síntese destes materiais refratários
em forno elétrico.

• Formação e consolidação de fases sólidas metaestáveis: esta atividade decorre desde 1985 no então LNETI, tendo dado origem, em anos mais recentes, à síntese de materiais metaestáveis por ligação mecânica (mechanical alloying) em moinho de bolas, processo no qual o carbono metaestável (nano-diamante e microdiamante) é embebido numa matriz metálica, dando origem a um material nano-estruturado, com propriedades físicas e mecânicas melhoradas. Algumas destas ligas têm aplicação potencial na área da energia: (1) no reator de fusão nuclear ITER, como
material da parede voltada para o plasma (plasmafacing wall material); (2) material para armazenamento de hidrogénio, com aumento da capacidade de absorção de H.

• Análise termodinâmica estatística de compostos intersticiais não-estequiométricos: esta é uma atividade de investigação fundamental, iniciada no Japão, na Universidade de Osaka, em 1974. Permite obter
informação útil sobre a absorção de hidrogénio em metais e ligas metálicas, contribuindo para o desenvolvimento de materiais para armazenamento de hidrogénio.

Manuel Valente | Prémio 2017

O Engenheiro Manuel Valente tem aliado uma actividade empresarial intensa, com a criação de empresas produtoras de materiais com forte cariz de inovação e desenvolvimento, a diversas actividades de apoio à Academia. Destacam-se os seguintes contributos para a promoção da Ciência e Engenharia de Materiais:

(i) Fundador de várias empresas nacionais e internacionais com tecnologia
avançada para produção de ferramentas e peças de precisão em Metal
Duro (Durit-Metalurgia Portuguesa do Tungsténio Lda., 1981, Durit
Hartmetall, GMBH, Alemanha, 1982, Durit Brasil, 1990, Durit- Sociedade
Ibérica de Metal Duro, SL, Espanha, 1996), produtoras de Moldes
(Moldit, Indústria de Moldes, SA, 1990, Moldit – Brasil, 2005), produtoras
de revestimentos (TeandM – Tecnologia e Equipamentos Materiais, Lda,
2000) e produtoras de componentes metálicos (Duritcast, 2006 e
Duritsteel, 2008).


(ii) Colaboração com o ensino Universitário, nomeadamente no ensino da
Engenharia de Materiais, sendo Membro da Comissão de Acreditação
dos Cursos de Engenharia de Materiais da Ordem dos Engenheiros e
Membro da Comissão Exterior de Avaliação dos Cursos de Engenharia
de Materiais e de Engenharia Mecânica pela Fundação das
Universidades Portuguesas. Foi ainda Membro do Senado da
Universidade de Aveiro entre 1995- 2010 e é, presentemente (2017), Membro do Conselho Geral da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA).