Nova tecnologia usada para criar couro não animal tem carimbo português


Jovens investigadores e engenheiros estão a fazer ensaios numa fábrica em Cerveira, distrito de Viana do Castelo, para comercializar em julho de 2020 um tecido especial de couro ‘vegan’ criado a partir de cortiça, serradura e borras de café.

O objetivo é reaproveitar desperdícios de indústrias da madeira, cortiça e cafeeira e fazer uma espécie casamento com as tecnologias de ponta e com inovação para que no futuro o setor da moda e do vestuário, mas também o setor automóvel com os estofos dos bancos, o imobiliário com mesas e sofás revestidos a tecido de cortiça impermeável, ou calçado e a arquitetura possam usufruir de soluções mais sustentáveis que ajudem a diminuir a pegada ecológica, explicou o diretor de operações da Tintex, Ricardo Silva.

Licenciado em Engenharia pela Universidade do Porto, Ricardo Silva revela que tem vários parceiros interessados em comprar o couro ‘vegan’ e que no decorrer da descoberta e dos ensaios rapidamente perceberam para este produtor não se poderia cingir apenas à moda, havendo muitos mais mercados interessados.

Além do investimento no capital humano, que anda na ordem dos 600 mil euros/ano, a unidade fabril localizada em Vila Nova de Cerveira fez nos últimos quatro anos um investimento de “cinco milhões de euros” em tecnologias industriais e laboratoriais.


O departamento de inovação e sustentabilidade nasceu para certificar a empresa em vários ‘standards’, seja cooperativo, seja de produto, mas rapidamente a área da inovação com projetos estruturados começou a crescer e fez-se a separação, com a área da sustentabilidade, muito focada nas novas tecnologia e novos processos

Diminuir a pegada ecológica do setor têxtil e do vestuário, um dos cinco mais poluidores no planeta, está no ADN (informação genética) da Tintex, empresa criada em 1998 e que acabou de receber o ‘German Design Award 2019′.

In SAPO 24